"Que falta nesta cidade?................Verdade
Que mais por sua desonra?...........Honra
Falta mais que se lhe ponha.......... Vergonha."
(Gregório de Matos, 129)
Este poema parece um protesto. Hoje assisti um documentário de protesto contra o Pentagon durante a guerra com Vietnam. Foi interessante assistir as pessoas interagindo com os militares/policiais. Bastante das pessoas quem estavam protegendo o Pentagon tinham quasi a mesma idade que as pessoas fazendo protesto. Um dos defensores parecia nervoso. Não era ele que estava fazendo as decisões sobre a guerra em geral, mas ele estava defendendo as pessoas que fizeram estas decisões.
O poema em si só fala mal da situação. Não sei o que o autor quer que alguém faça. Ele só reclama e a situação não fica melhor. Talvez a maioria do que ele fala deve ser falado. Talvez alguém que leia esse poema ficara com bastante raiva/tristeza/descontentamento que fará alguma coisa para que a situação melhora. Talvez isso foi o que Matos esperou que acontecesse.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Amor
"Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;"
(Camões, 111)
Amar e ser amado é ótimo e difícil no mesmo tempo. Não sei se o Camões estava falando do amor que quero na minha vida. Já senti algo parecido com esse amor do que ele fala, ser descontente porque não sabe se está conseguindo o que quer. Como a ditada diz, "Quando um não quer dois não fazem."
Camões usa a anafora para dizer o que o amor é. É difícil definir o que realmente é o amor. Amor pode ser muitas coisas. O amor pode ser mostrado em muitas maneiras. Não sei se alguém nesta terra tem definição totalmente certa do amor. Como pode definir uma coisa tão grande que afeita a humanidade inteira e tão pequena que nem é material?
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Estamos "apenas ensaiando?"
"O ator que interpreta o humilde lavrador vira-se para o outro, que interpreta a morte, embora sem foice ou manto (estão apenas ensaiando)..."(Carvalho, Bernard. Estão apenas ensaiando. p. 46)
Quantas e quantas vezes estamos "apenas ensaiando na vida? Nesta história ninguém leva nada serio. O ator que representa o lavrador não consegui fazer sua parte direito. O ator que representa a morte não se veste como a morte. O diretor está muito preocupado com a assistente dele. Ela só quer rir. Os ajudantes querem contar e ouvir uma piada. A cena inteira é uma piada.
O texto nos mostra que a vida não é só piada. Enquanto eles estavam ensaiando pela performance lá fora alguém esta fora morrendo! Enquanto levamos a vida como um ensaio, tem gente que precisam de nós! Não temos tempo para só ensaiar!
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