quinta-feira, 5 de março de 2015

Fernando Pessoa (Semana 9)

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente..."
(Pessoa, Fernando, pagina 145)

O mundo que Fernando Pessoa criou é um mundo que é diferente do que conhecemos. Ele escrevia e respondia aos próprios escritos dele. Ele usava nomes diferentes e escrevia de forma diferente com esses nomes "fingidos." É difícil escrever de jeito diferente. Muitos de nós temos uma maneira para escrever que é único. Aprendemos que as escritas dele pareciam mais drama do que lírico, mas que a drama dele foi apresentado para muitas pessoas.

Estudo jornalismo e falamos sobre sendo honesto. Fernando Pessoa tinha um estilo muito diferente, por conseguir escrever com tanta diversidade ele podia fazer com que os personagens se interagissem. Seria muito interessante ver todas as obras dele juntadas para que pudéssemos ver onde se encaixaram. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

"Que falta nesta cidade?" (Semana 8)

"Que falta nesta cidade?................Verdade
Que mais por sua desonra?...........Honra
Falta mais que se lhe ponha.......... Vergonha."
(Gregório de Matos, 129)

Este poema parece um protesto. Hoje assisti um documentário de protesto contra o Pentagon durante a guerra com Vietnam. Foi interessante assistir as pessoas interagindo com os militares/policiais. Bastante das pessoas quem estavam protegendo o Pentagon tinham quasi a mesma idade que as pessoas fazendo protesto. Um dos defensores parecia nervoso. Não era ele que estava fazendo as decisões sobre a guerra em geral, mas ele estava defendendo as pessoas que fizeram estas decisões.

O poema em si só fala mal da situação. Não sei o que o autor quer que alguém faça. Ele só reclama e a situação não fica melhor. Talvez a maioria do que ele fala deve ser falado. Talvez alguém que leia esse poema ficara com bastante raiva/tristeza/descontentamento que fará alguma coisa para que a situação melhora. Talvez isso foi o que Matos esperou que acontecesse.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Amor

"Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;"
(Camões, 111)

Amar e ser amado é ótimo e difícil no mesmo tempo. Não sei se o Camões estava falando do amor que quero na minha vida. Já senti algo parecido com esse amor do que ele fala, ser descontente porque não sabe se está conseguindo o que quer. Como a ditada diz, "Quando um não quer dois não fazem."

Camões usa a anafora para dizer o que o amor é. É difícil definir o que realmente é o amor. Amor pode ser muitas coisas. O amor pode ser mostrado em muitas maneiras. Não sei se alguém nesta terra tem definição totalmente certa do amor. Como pode definir uma coisa tão grande que afeita a humanidade inteira e tão pequena que nem é material?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Estamos "apenas ensaiando?"

     "O ator que interpreta o humilde lavrador vira-se para o outro, que interpreta a morte, embora sem foice ou manto (estão apenas ensaiando)..."(Carvalho, Bernard. Estão apenas ensaiando. p. 46)
     Quantas e quantas vezes estamos "apenas ensaiando na vida? Nesta história ninguém leva nada serio. O ator que representa o lavrador não consegui fazer sua parte direito. O ator que representa a morte não se veste como a morte. O diretor está muito preocupado com a assistente dele. Ela só quer rir. Os ajudantes querem contar e ouvir uma piada. A cena inteira é uma piada.
     O texto nos mostra que a vida não é só piada. Enquanto eles estavam ensaiando pela performance lá fora alguém esta fora morrendo! Enquanto levamos a vida como um ensaio, tem gente que precisam de nós! Não temos tempo para só ensaiar!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O que você faça quando está sonhando?

"Não sei se o vento que me trouxe é bom ou mau, respondeu o major sorrindo por baixo do espesso bigode grisalho; sei que foi um vento rijo. Vai sair?" (Machado de Assis, A chinela turca, 31)

Um jovem fica pronto para sair. Ele vai se encontrar com uma moça belíssima. Do nada, chega o major. Ele não vem dar boa sorte para o rapaz. Ele só que ler uma peça com ele. "De onde vem esse homem? Para que ele está aqui?" Quase conseguimos ouvir os pensamentos do rapaz. Nisso a citação acima nos mostra o que vai acontecer durante toda a conta.

Não muito tempo depois o jovem senta para consumir a peça que o major escreveu. Ele acaba dormindo e a peça fica tocando a mente dele. Ele sonha com o que está na peça, mas o que está lá é misturado com a realidade dele. Quando ele acorda, ele poderia ter falado o que o major falou, "Não sei se o vento que me trouxe é bom ou mau, respondeu o major sorrindo por baixo do espesso bigode grisalho; sei que foi um vento rijo. Vai sair?" (Machado de Assis, A chinela turca, 31)
 


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Acontecimentos semana 3

"NUNCA PUDE entender a conversação que tive com uma senhora há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta."(Machado de Assis, Missa do galo, 1)

Hoje eu vi na placa de um Jeep a palavra "limitless." Não estava soletrada assim, mas deu para entender. As vezes parece que a nossa imaginação e as profundezas de nossos corações podem ser assim, sem limite. Nestes dias da para imaginar muito. Da para pensar em muito. Pensamos em um evento, vez após vez. O narrador da história, Missa do galo, parece ter pensado muito numa noite da vida dele.

Para qualquer outra pessoa talvez parece que não aconteceu nada naquela noite, mas assombra a mente desse homem. Tem situações em nossas vidas que parecem tão sem graça para as pessoas que olham de fora, mas para nós quase que não podemos nós controlar. Acho que aquela noite foi assim para o narrador. Ele tinha dezessete anos. Jovens da idade dele tem muito correndo na cabeça. Acho que as ações da mulher, combinado com a sensibilidade do rapaz criaram uma situação bem agitada para ele.

Vamos olhar no que aconteceu na manhã seguinte. A Conceção se age como que nada aconteceu na noite anterior. Será que ela estava fazendo algo fora do normal na noite anterior? Se for esse o caso, que tristeza pelo rapaz. Ele estava fazendo nada e ela estava meio que encima dele. Se isso não foi o caso, que tristeza ainda pelo rapaz. Ele fazia muito sobre nada. Sabemos que ele pensou nesta ocasião ainda depois de muito tempo e deve ter doido bastante saber que ela casou com outro homem depois que o esposo dela morreu.

No final, entendemos que as vezes acontecimentos não são o que achamos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015


"Em seguida, perguntou-me pelo nome: disse-lho e ele fez um gesto de espanto. Colombo? Não, senhor: Procópio José Gomes Valongo. Valongo? achou que não era nome de gente" (Machado de Assis, O Enfermeiro, 1)

Esta citação resuma muito dessa história. Parece que o coronel trata o Procópio como ele nem se fosse gente, mas na verdade o coronel é esperto. Ele sabe direitinho como abusar e poder continuar abusando. Se alguém abusa outra pessoa ela não vai querer ficar nem perto do abusador se não for pela astucia dele. Quantas vezes o abusador bate, grite e faça coisas horríveis para o vitimo e depois quer falar para a vitima que quer que ela fique.

Parece para muita gente que seria fácil sair de uma situação dessa, mas sera que é tão fácil assim? Parece que não era tão fácil por Procópio. Ele não tinha muito para fazer se não for cuidar do coronel. Ele não tinha um trabalho muito bom no Rio. Quem sabe se ele tivesse muitos amigos lá para cuidar dele se ele fosse voltar. 

Ele errou, realmente. Parece até que ele não merecia a herança, mas será que ele não merecia o que ele recebeu? Era dele. O coronel passou para ele antes de morrer. Não tenho duvida que Procópio deveria ter recebido a punição por aquilo que fez. Só não sei quem mais merecia a herança. Com certeza ele se sentia mal e tinha razão em sentir assim.

No final, tudo isso nos mostra que devemos ajeitar situações antes que elas podem ficar ruins. Se não ajeitamos o problema a situação só fica pior até que alguém fica machucado talvez fisicamente ou de outro jeito.